domingo, 1 de maio de 2011

Buda

      Um Buda para se ter tornado num Buda, já teve que vivenciar inúmeras aprendizagens, ao longo de inúmeros patamares, ao longo de inúmeras vidas e, no momento certo, em que a consciência dele já estava aberta, ou seja, já estava preparada, tudo se congregou no Universo, tudo conspirou no Universo para que ele próprio assumisse essa consciência convictamente, ou seja, a aceitação de uma consciência que vibra de dentro para fora. Ele é o nada e o tudo ao mesmo tempo, ele é vacuidade. Nele está inscrito a sabedoria de muitas vidas, de muitas aprendizagens e por isso, um Buda, é um ser que aceita tudo o que a vida tem, por mais impensável, doloroso ou mais belo que possa ser… porque ele tem em Si a plena consciência e a plena compreensão da vida. Um Buda, compreenderá, em consciência, os motivos que estão na base de um ser que mutila e cria sofrimento em outros seres, da mesma forma que compreenderá, em consciência plena, a beleza de uma ínfima gota de água nas pétalas de uma flor.



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